
N A R R A T I V A S D I F U S A S E M S U P O R T E S S E N S Í V E I S
27 e 28 de Setembro | 2018
Universidade Presbiteriana Mackenzie


O cinema como documento da História
Rosana Maria Pires Barbato Schwartz
Coordenadora
Julia Machado Mussarelli
Matheus Ribeiro
Carolina de Oliveira Silva
Esta mesa propõem discutir a produção cinematográfica, os roteiros, com o status de documento histórico. Visa trazer condutas metodológicas, diálogos entre obras, contextos históricos da produção, culturas locais e globais, e as dimensões formais, semânticas, culturais e sociais explícitas ou implícitas nesse documento. Considerado, desde os estudos da Escola dos Annales como documento, apresenta interferências da época da sua produção e o olhar de quem criou o roteiro e o produziu. Partindo dessa premissa, todo filme é documento e fonte histórica. A histórica cultural apontou metodologias de analise para o estudo dos roteiros/filmes, separou-os em históricos, documentários, cinejornais, ficção entre outros e destacou várias possibilidades de leituras e indagações. Marc Ferro, afirma que o pesquisador deve atentar-se ao “visível e ao não visível”, ou seja, deve desvendar o que está por trás, consciente ou inconscientemente, do aparente, como por exemplo, um filme com temática voltada para o passado, fala muito mais do presente. Para Cristiane Nova, qualquer produção cinematográfica, está ligada a indústria cultural, entretenimento e geração de lucros, alterando muitas vezes fatos, no caso do filme histórico. Evoca temporalidades passado/presente, ou seja, percepção do pensamento contemporâneo sobre o passado. O espectador percebe o filme, de acordo com o seu espaço-tempo, sua vivência, seu capital cultural. Levando em consideração essas questões, posicionamentos metodológicos foram construídos para a análise fílmica e roteiros, a exposição e discussão sobre essas metodologias, por parte de pesquisadores em mesa, é relevante e pertinente a um seminário de roteiristas.